Pesquisa realizada pelo governo do Estado mostra que os acidentes com veículos no Piauí têm um impacto econômico de mais de R$ 500 milhões por ano. Um quinto desse impacto refere-se aos gastos com saúde resultantes dos acidentes que lotam os hospitais em todo o Estado. Em 2010, o Piauí registrou 23 mil acidentes, com mais de 6.100 vítimas, sendo 810 fatais.
A pesquisa, realizada pela Fundação Cepro em parceria com a Coordenadoria de Comunicação, foi solicitada pelo próprio governador Wilson Martins, preocupado com o que chama de "epidemia de mortes" nas ruas e estradas do Piauí. De fato, esse é um fenômeno nacional, mas que apresenta quadro mais grave no Nordeste e no Piauí, como mostrou reportagem do programa Fantástico deste domingo (15).
Foi utilizada a mesma metodologia aplicada pelo Denatran. Segundo foi apurado, em 2010, o impacto econômico com saúde gerado pelos acidentes chegou a quase R$ 110 milhões. A situação mais dramática se refere às motos, responsáveis pelo maior número de acidentes e de vítimas.
Outro dado que chama atenção na pesquisa Cepro/CCom é a gravidade dos casos registrados no interior. Segundo os dados, a média de mortes por acidentes é quatro vezes maior que na capital. Fica ainda patente no levantamento o baixo uso de equipamentos básicos de segurança, como o capacete. Também o uso de álcool contribuiu em grande medida para os acidentes.
O Detran e outros órgão do governo vão intensificar a realização de blitz em Teresina e no interior, como forma de reduzir a condução imprudente e, assim, diminuir os acidentes. Conforme revela o comandante da Polícia Militar, Coronel Rubens Pereira, as blitz têm sido cada vez mais frequentes, com efeitos muito positivos.
Somente em Teresina, em 2011, o Detran, a PM e a Polícia Rodoviária Estadual, em parceria com a Strans e PRF, realizaram mais de 100 operações, visando inibir a direção irresponsável. "Temos apreendido carros e motos irregulares e também armas e drogas", diz.
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