Na última semana foram registrados cinco óbitos de bebês na maternidade Evangelina Rosa, em Teresina. Eles teriam sido vitimas de uma bactéria que estaria na UTI reservada exclusivamente aos recém-nascidos com situação de alto risco.
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Francisco Martins, diretor da maternidade, informou que o problema já foi resolvido. Que a área com o possível surto já teria sido isolada e higienizada.
São cerca de 20 leitos na UTI de alto risco. Na tarde desta quarta-feira (05/10), o doutor Marcos Bittencourt, supervisor de neonatologia da maternidade Evangelina Rosa, disse que vai conceder uma entrevista coletiva para esclarecer todo o caso. Em nota divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, ele afirma: "Não há que se falar em bactéria. Os óbitos que por ventura ocorrem, fazem parte da rotina de uma UTI de alto risco".
VEJA NOTA NA ÍNTEGRA
O Coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Maternidade Dona Evangelina Rosa, Marcos Bittencourt, vem, por meio desta, esclarecer à sociedade piauiense e, em especial, à imprensa, as informações reais sobre a existência de uma possível bactéria nas dependências físicas da UTI de alto risco para crianças com prematuridade extrema.
“Há alguns meses observamos a presença de alguns germes multi-resistentes aos antibióticos comumente utilizados na nossa rotina diária e aumentamos os nossos cuidados com relação à assistência de enfermagem e vigilância epidemiológica . Dentre esses cuidados, podemos citar que intensificamos os trabalhos no que diz respeito a higienização e rodas educativas com a equipe e usuários e que nos trouxe excelentes resultados no que diz respeito a diminuição progressiva dos casos. É importante salientar que mesmo com esse fato atípico, estamos conseguindo reduzir a mortalidade neonatal, nos colocando próximo da média nacional preconizada pelo Ministério da Saúde. Não há que se falar em bactéria. Os óbitos que por ventura ocorrem, fazem parte da rotina de uma UTI de alto risco.
Dr. Marcos Bittencourt
Coordenador da UTI neonatal
A Secretaria de Estado da Saúde, através da Vigilância Sanitária Estadual, está acompanhando o caso, que por sinal está sob total controle. O fato, de acordo com a Vigilância Sanitária, não é exclusivo da Maternidade Dona Evangelina Rosa, ocorrendo em diversas unidades de saúde da capital, inclusive privadas.