Foto: Divulgação
Cinco focos de incêndio continuam ativos nesta segunda-feira (28) na região de Valparaíso, centro do Chile, após três dias de queimadas que já afetaram mais de 2.300 hectares, segundo informações do Escritório Nacional de Emergências (Onemi).
O diretor regional do órgão, Guillermo de La Maza, relatou hoje que os incêndios dos últimos dias atingiram 60 pessoas e deixaram até o momento um saldo de 19 casas destruídas, todas na região de Cerro Mariposas.
Entre as pessoas afetadas, entre as quais 32 menores, 11 foram enviadas a albergues, e as demais estão em casas de familiares, segundo informações do jornal chileno La Nación.
O Onemi mantém alerta vermelho em algumas áreas, mas anunciou que nenhum dos focos de incêndio ativos oferece risco imediato para regiões urbanas.
Incêndio deliberado
Na manhã de hoje, o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, afirmou que os incêndios foram causados deliberadamente. "Infelizmente, todos os incêndios de Valparaíso são intencionais, não foram provocados espontaneamente", afirmou o ministro, segundo o jornal El Mercurio Online.
Questionado sobre quem poderia ter causado as chamas, o Pérez Yoma respondeu que "gente de todo tipo: menores de idade, desequilibrados e outros por vontade de causar dano".
"Não há um padrão de conduta que explique essas coisas", acrescentou.
As autoridades já apresentaram um garoto de 12 anos de idade como responsável por despertar um dos focos de incêndio na região de Valparaíso.
"Lamentavelmente, o responsável pelo incêndio que começou na região de Curauma é uma criança de 12 anos, está identificada e será colocada à disposição do tribunal", afirmou o intendente Ivan de La Maza.
Solidariedade
A presidente chilena, Michelle Bachelet, manifestou sua "solidariedade" com as pessoas que foram afetadas pelos incêndios.
"Não podemos ser indiferentes ao sofrimento de um grupo relevante de compatriotas", afirmou a presidente, citada pelo Emol.
A presidente também afirmou que o governo colocou à disposição dos afetados a entrega imediata de um auxílio financeiro, para que possam "ter acesso a uma moradia digna onde poderão começar uma nova vida".
Segundo o ministro Pérez Yoma, que visitou a região para acompanhar o combate ao fogo, os incêndios ainda podem se estender "por dois ou três dias mais".
Com informações da agência AFP e dos jornais Emol e La Nación
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