Foto: Divulgação
Michael Jackson
O cardiologista Conrad Murray, 58 anos, foi considerado culpado pela morte não intencional do cantor Michael Jackson, em junho de 2009. O veredicto foi lido na noite desta segunda-feira (7). Ele pode passar até 4 anos na prisão e perder a licença médica. A sentença sairá no próximo dia 29.
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Murray ouviu o veredicto com a expressão imóvel; saiu algemado do tribunal e foi levado em custódia, sem direito a fiança. Durante todo o julgamento, a acusação sustentou que o cardiologista foi irresponsável no tratamento de Jackson, usando métodos "bizarros", como a aplicação sistemática do anestésico propofol fora de um ambiente hospitalar, na casa do cantor. Jackson sofria de insônia crônica, e precisava do auxílio de calmantes para dormir.
Antes do anúncio da decisão do júri, uma multidão se reunia na entrada do tribunal com placas de apoio e condenação a Murray. Em uma delas, lia-se: "Murray, queime no inferno!"
Os jurados chegaram ao veredicto por volta das 17h desta segunda (horário de Brasília), após menos de nove horas de deliberação, 866 dias depois da morte do astro, em 25 de junho de 2009. A leitura da decisão foi feita cerca de duas horas depois.
Segundo a rede de TV Fox News, os familiares do cantor choraram ao ouvir o veredicto. Na saída do tribunal, Katherine Jackson, mãe de Michael, disse que "a justiça foi feita". Pouco antes do anúncio, a irmã de Jackson, La Toya, disse em sua página no Twitter que "tremia incontrolavelmente". A expressão "Conrad Murray culpado" se tornou um dos assuntos mais comentados no serviço de microblog.