Publicada em 16 de Março de 2011 às 00h19 Versão para impressão
Cerca de 380 brasileiros vivem na área da usina, no norte do Japão, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. A maioria deles já havia deixado a região.
Foram disponibilizados dois ônibus com capacidade para 48 pessoas cada, o que seria "mais do que suficiente" para o resgate dos brasileiros, disse o Itamaraty, que não soube informar para onde eles seriam levados.
Explosões foram registradas nos edifícios que abrigam reatores da usina Fukushima Daiichi na terça-feira (horário local), após dias de esforços para resfriá-los. O acidente, causado pelo forte terremoto de magnitude 9 e tsunami de sexta-feira, é o mais grave desde o ocorrido em Tchernobil, na Ucrânia, em 1986.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu para que moradores num raio de 30 quilômetros da instalação nuclear ficassem em suas casas para evitar o risco de contaminação.
O número de mortos na tragédia deve superar 10 mil. Não há confirmação sobre brasileiros entre os mortos e feridos mas, segundo o Itamaraty, vários deles ainda não foram localizados por familiares.
No Japão, vivem cerca de 254 mil brasileiros, mas apenas cerca de 780 residiam na área atingida pelo terremoto seguido de tsunami.
RADIAÇÃO
Os níveis de radiação aumentaram nesta terça-feira em Tóquio e em outras cidades do Japão após explosões e um incêndio serem registrados no complexo nuclear Fukushima Daiichi, seriamente danificado pelo terremoto de magnitude 9,0 --seguido de tsunami-- que atingiu a costa nordeste do país na última sexta-feira (11). A população prepara-se para ficar em casa fazendo estoque de água engarrafada, mantimentos e máscaras de proteção.
Também nesta terça, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que a câmara de contenção primária do reator nuclear 2 do complexo pode estar danificada.
O governo japonês avisou que a crise da usina nuclear provocou escape de radiação que poderia afetar a saúde e recomendou aos moradores que vivem num raio de até 30 quilômetros de distância que fiquem em suas casas, desliguem os sistemas de ventilação e fechem as janelas.
A radiação em torno da usina aumenta desde sábado (12), quando uma falha no sistema de refrigeração forçou a liberação de vapor radioativo de forma controlada, mas os crescentes problemas nos reatores criam incertezas.
Na província de Ibaraki, ao lado de Fukushima, em um determinado momento a radiação era de 5 microsievert (msv) por hora, 100 vezes mais que o habitual. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), uma pessoa fica em média exposta à radiação de aproximadamente 2,4 msv por ano devido a fontes naturais.
A capital Tóquio, que fica a 240 km de Fukushima, registrou uma pequena elevação nos níveis de radiação. O aumento, contudo, não é suficiente para ameaçar os 39 milhões de moradores da capital e seus arredores.
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