Publicada em 12 de Fevereiro de 2010 às 08h56 Versão para impressão
José Roberto Arruda está preso
Por 12 votos a 2, os ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram nesta quinta-feira (11) pela decretação da prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), suspeito de envolvimento em esquema de corrupção que envolve membros do governo, deputados eempresários.
A Corte Especial do STJ também decretou a prisão de mais quatro envolvidos em suposta tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra. Arruda teria proposto o pagamento de propina na tentativa de fazer com que Sombra mentisse em depoimento à Polícia Federal. Havia um delegado presenciando a sessão. Assim que os ministros decidiram referendar a decisão de prender o governador, ele deu ordem aos agentes da PF para efetivarem a ordem de prisão.
A assessoria de Arruda disse que ele vai se entregar. Os únicos ministros que votaram contra a prisão do governador foram Nilson Naves e Teori Zavascki. De acordo com a decisão do STJ, também serão presos Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário do governador, Welinton Moraes, ex-secretário de governo, o ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM), que agora é suplente, e Haroaldo Brasil Carvalho, ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB).
As prisões foram pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de que Arruda e os demais estariam atrapalhando o curso das investigações sobre o chamado mensalão do DEM de Brasília. O ministro do STJ Fernando Gonçalves, que preside o inquérito do mensalão do DEM, afirmou haver "indícios" que justificam a prisão preventiva do governador. "Há indícios de ameaça à ordem pública e à instrução criminal pela corrupção de testemunha", disse Gonçalves, em seu voto. "Está caracterizada a falsidade ideológica e corrupção de testemunha, o que justifica a prisão preventiva", disse o ministro.
ARRUDA SE ENTREGA
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), já se entregou à Polícia Federal, após ter a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros da Corte Especial do STJ se reuniram nesta quinta-feira (11) e decidiram pelo pedido de prisão feito pela subprocuradora geral da República Raquel Dodge e pelo procurador geral, Roberto Gurgel. Por 12 votos a 2, os 15 magistrados mais antigos do tribunal referendaram a decisão do presidente do inquérito do mensalão do DEM, ministro Fernando Gonçalves, de prender arruda.
Ao saber da reunião da Corte do STJ, o assessor de comunicação do governo do Distrito Federal, André Duda, já havia dito que Arruda se entregaria caso a prisão se confirmasse. O governador será mantido na sala tecnocientífica da Superintendência da PF, em Brasília. O local representa a "sala de Estado Maior", a que os governantes têm direito em caso de prisão. A assessoria disse que o governador recebeu com "serenidade" o mandado de prisão. "Tão logo se soube da decisão do STJ o governador aceitou de maneira serena a determinação e preferiu se dirigir diretamente à Superintencia da PF mesmo com a PF oferecendo outro lugar para o governador", disse o assessor André Duda. Assim que chegou na Superintendência, Arruda se reuniu com o direitor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.
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