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Deputado defende mudança na lei para inclusão de comunidades terapêuticas

Publicada em 20 de Abril de 2011 às 00h38 Versão para impressão

As comunidades terapêuticas são responsáveis hoje por mais de 80% do atendimento aos dependentes químicos no Brasil. Mas esbarram em dificuldades para captar recursos federais e ampliar o atendimento porque são vistas como centros de tratamento, e o governo exige delas as mesmas adequações que se aplicam a um hospital. Entretanto, essas instituições têm metodologia própria, desenvolvem processos de recuperação utilizando a terapia da fé.

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Embora o governo reconheça a eficiência das comunidades, é necessário que se façam alterações nas normas e exigências da Resolução 101, de 2001, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece regras para a atuação das comunidades terapêuticas a fim de possibilitar o acesso das instituições aos recursos públicos.



Este foi o tema do pronunciamento do deputado Assis Carvalho hoje, 19, no plenário da Câmara. “Estas mudanças precisam ser aprovadas pelo Parlamento com urgência para garantir a habilitação dessas entidades e possibilitar que atendam mais pessoas. A revisão da lei é necessária para que estas entidades tenham um maior aporte financeiro, e recebam, inclusive, emendas parlamentares”, defendeu Assis.



Assis destacou o trabalho da Fazenda da Paz, instalada no Piauí, dirigida por Célio Barbosa, que

atende atualmente 140 internos e tem uma fila de 400 pessoas aguardando oportunidade de se tratar contra o vício. Mas, para ampliar o atendimento, precisa de parcerias. “É um belo e eficiente trabalho. O próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na Fazenda, em fevereiro deste ano, e ficou impressionado com os resultados alcançados pela Comunidade. Ele considerou a experiência como modelo a ser levada aos outros estados”, registrou o deputado.
Fonte: ASCOM  |  Edição: Rogerio Silva

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