Os moradores da Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina, estão enfrentando problemas quanto a estrutura de suas casas durante o período chuvoso. Para algumas famílias, o risco de desabamento é alto.
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As casas são de 'taipa', feitas com barro e madeira. Durante o período chuvoso, os locais ficam em risco de alagamentos e de desabamento.
Uma delas é a de Abdias evangelista. Ele reside no local há 11 anos. No entanto, não tem condições de fazer uma casa resistente e espera o auxilio do Poder Público. "A prefeitura já veio aqui e me prometeram o material, mas ainda não me deram. Minha mulher está gestante e não tenho condições de construir minha casa", relata.
Para tentar se proteger, os moradores escoram pedaços de madeira nas paredes e protegem o barro com plástico para não entrar em contato com a água. Agentes da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS) já condenaram as moradias. No entanto a população diz não podem abandonar a residência, pois não tem para onde ir.
"Há um grave problema habitacional em Teresina, mas há projetos. Fizemos o cadastro das pessoas que moram em casas de taipa e áreas de risco. Mas ainda não recebemos o recurso federal e só com da prefeitura não é possível fazer construções", explica titular da SEMTCAS, Graça Amorim.
Segundo a secretaria, os moradores de áreas de riscos devem se integrar o programa 'família acolhedora', que dá auxílio financeiro para aqueles que recebem outra família em suas casas. "A orientação é que pode procurar o CRAS (centro regional de Assistência Social) para que possa colocar na 'família acolhedora' pelo menos durante o tempo de maior risco", diz.