Há Um Elefante Entre Nós

Publicada em 14 de Junho de 2010 às 19h41 Versão para impressão

“A cidade não reage, parece que aprendeu com o tempo a não inquietar-se frente ao descaso, ao implacável saque ao seu  patrimônio e com o escárnio riso na face de seus algozes” Este seria o parágrafo primeiro do artigo “A cidade Não Reage”
que escrevi em parceria com Jadson Santos e que ilustraria esta coluna da presente edição do Jornal integração.

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Abro mão do amargo texto, convencido que fui pelo que de bom aconteceu no primeiro de maio deste ano: A realização do primeiro
Fórum social de Oeiras. Uma feliz iniciativa da diocese local. -Eles vieram! Eles estão aqui!- Sorriu a minha tímida esperança
ao chegar no ginásio Santaninha e vê-lo tomado por pessoas, em sua maioria jovens que atenderam ao convite para começarmos,
ou tentar retirar o descomunal elefante que há muitos anos se postou em nosso meio e que vem dia após dia minguando nossa
crença num amanhã.

Explico essa estória do elefante: Trata-se de um premiado comercial de TV dos Estados Unidos, que mostrava um enorme elefante no meio da sala de uma típica família americana. Imagine o amigo leitor, o desconforto dessa família para fazer suas atividades diárias. Como não conseguiam colocá-lo para fora, todos os membros da família foram aos poucos se acostumando com o bicho entre eles. Ou seja: Aprenderam a conviver com o problema. Ele estava lá, mas já não incomodava. O comercial terminava
com a frase: Cuidado com o elefante na sala! O primeiro fórum social de Oeiras foi sim, uma maneira de dizer que não mais
queremos nenhum elefante postado em nosso meio. Seja ele o elefante Avareza e a pouca ou nenhuma vontade administrativa tão bem lembrado nas sábias palavras de Dom Juarez, seja o elefantes descaso com o dinheiro público, prevaricação, inércia
administrativa lembradas pelo professor Solimar, este aplaudido de pé pelo publico presente e que pareceu ter lido nos olhos o que todos queriam dizer. Seja o elefante Gravidez na adolescência, pedofilia foram lembrados pelos jovem representante de Santa Rosa, São João da Varjota e São Francisco do Piauí.

Em suas brincadeiras de dizer verdades, o humorista João Claudio convidou os jovens a enxotar o elefante da acomodação e entrarem para a política na busca de um novo modelo de governar. Alertou também para o elefante vicio pelo poder. Aliás,
a presença destes jovens tão cortejados em épocas eleitoreiras, foi uma maneira de dizer que alguns estão equivocados
quanto aquelas palavras de ordem, tão desprezíveis, cruéis e humilhantes que ecoarão ainda por um longo tempo no consciente
daqueles providos do bom senso. “Se é cachaça que eles querem cachaça eles terão” Divididos em oficinas diagnosticaram problemas, trocaram experiências e traçaram a melhor maneira de retirar de nossa sala tudo aquilo que nos incomoda. Selaram
ali uma aliança e a colocaram numa espécie de cápsula do tempo na qual vigilantes voltaremos todos os anos.

À tardinha, quase ao anoitecer o dispersar. “Foi bom!” disse um jovem de uma cidade vizinha. “Maneiro!” reiterou outro. E
eu fui na onda: -Matamos a pau!

Refletir:
Ah, se eu soubesse!


Se eu pudesse começar de novo, me atreveria a cometer mais erros. Eu relaxaria. Faria mais exercícios, seria mais tola.
Eu levaria menos coisas a sério e iria aproveitar mais as chances. Teria viajado mais, escalado mais montanhas e nadado em muitos
outros rios. Teria tomado mais sorvetes e comido menos feijão. Eu teria, talvez, mais problemas verdadeiros, mas menos imaginários. Veja você, eu sou uma dessas pessoas que viveu sensata e sadiamente hora após hora, dia após dia. Ah, eu tive meus momentos, mas se pudesse fazer de novo, eu teria mais deles. Na verdade, eu iria tentar não ter nada além deles – só momentos – um após outro, em vez de viver os anos a frente.

Tenho sido uma dessas pessoas que nunca sai para qualquer lugar sem um termômetro, uma bolsa de água quente, uma capa de chuva e um paraquedas. Se eu pudesse ter minha vida de volta, eu começaria a andar descalça na primavera e assim iria até o outono. Eu dançaria mais, me divertiria mais nos carrosséis, iria pegar mais margaridas. Nadine Stair Nada mais se sabe da autora dessas palavras. Sabe-se apenas que Nadine Stair era natural de Louisville, Kentuck, EUA, e que esta foi a resposta
dada por ela a um repórter local por ocasião de seu 93º aniversário ao ser perguntada o que faria de diferente se pudesse viver de novo. Está publicada no livro “Ah, se eu soubesse” de Richard Eddler da Negócio Editora.
Palavras-chaves: Helefante - branco
Fonte: Jota Jota Sousa  |  Edição: Rogerio Silva

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