"Não há razão para comemorar um assassinato", diz historiadora após morte de Bin Laden

Publicada em 02 de Maio de 2011 às 21h19 Versão para impressão

A primeira reação de grande parte da população americana diante da notícia da morte de Osama bin Laden, o rosto mais famoso do terrorismo internacional, foi sair às ruas para comemorar a derrota de seu inimigo. No entanto, a operação contra o terrorista saudita foi um assassinato sumário e como tal não deveria ser comemorado, de acordo com a análise da historiadora Maria Aparecida de Aquino.

"Há meses vem sendo preparada, junto com o governo do Paquistão, toda uma operação para chegar à casa de Osama Bin Laden. A ordem que se tinha era metralhar, a ordem era atirar. Fica difícil pensar em motivo para comemoração", pondera Aquino, professora em História Social da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisadora também questiona os precendentes abertos pela ação americana. "Isso não significa defender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, que foi um ato terrível e ofendeu a humanidade. Não significa negar o direito da população americana de buscar os culpados. Mas defender a forma como isso foi feito será dar aos Estados Unidos a possibilidade de amanhã entrar em qualquer uma de nossas casas e dizer: ‘olha, imaginei que aqui houvesse um terrorista e andei metralhando’. É muito grave o que aconteceu".

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Fonte: Uol  |  Edição: Rogerio Silva

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Comentários (1)

  • 03/05/2011 às 12h15

    E isso mesmo, devemos perguntar ao EUA se eles tambem comemoraram as morte causa pela as bombas de heroshima e em nagazaki (japao), nao quero dizer que com isso que concordo com terrorismo, e se foi osama que fez aquilo no EU, tambem deve ser fazer justiça, mas EUA deixa de ser irronico....

    Claudio Sandos, Ouro Preto do Oeste-RO
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