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Nem era chamado de "O Mestre" na Rocinha; veja imagens do traficante em ação

Publicada em 14 de Novembro de 2011 às 14h29 Versão para impressão

Foto: r7.com Nem teve os cabelos raspados e vestiu uniforme Nem teve os cabelos raspados e vestiu uniforme
Antonio Bonfim Lopes, o Nem, ex-chefe do tráfico da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, era conhecido na favela como “O Mestre”. Preso na noite da última quarta-feira (9) tentando escapar do cerco da polícia, o criminoso tinha um perfil diferente dos demais chefes de bando, de acordo com comparsas e moradores da comunidade, como revelou o Domingo Espetacular.

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Imagens exclusivas mostram a rotina dentro do território que era dominado por Nem, que comandava um exército de 200 homens armados.

Nem aparece nas imagens de bermuda, chinelos e boné. Ele fica o tempo todo rodeado por seguranças. Moradores falam da rotina do traficante.

- Ele não é conhecido como Nem. É conhecido como ‘O Mestre’. O mestre de todos. Eles falam que Nem tem o bonde fabuloso. Eles bolam que eles são os bandidos mais inteligentes do Rio de Janeiro. Porque ele sempre foi contra o combate. Ele nunca foi a favor de combate. Ele não é a favor que roubem. Ele não é a favor disso. Ele só é a favor do tráfico em si pra não chamar a atenção da polícia para a comunidade.

A reportagem mostra como os moradores conviviam com os traficantes – Nem e seus comparsas – e também com a rotina de compra e venda de drogas na favela.

- Lá é um lugar que você não pode falar muito. Você tem que ver e fingir que não está vendo. Eles vendem seda pra fumar maconha na lanchonete. As crianças compram droga descaradamente. Meninas de 12 e 13 anos tendo filho, casada com traficante, achando que aquilo ali é a coisa mais natural.

Nas imagens, aparecem motos circulando na favela com homens armados de fuzis e pistolas. Todos eles com mochilas nas costas, que serviam para carregar munição. Há também, nas imagens, homens a pé portando armas pesadas. Em alguns momentos, crianças podem ser vistas andando ao lado desses homens, mostrando naturalidade na situação.

Moradores também relatam a ação dos policiais “parceiros” do tráfico. Um deles diz que a comunidade sabia antes que a polícia ocuparia a favela.

- Já vi muitas vezes policias subindo descaracterizados, não com o uniforme. Eles [policiais] iam fazer o quê? Eles entram lá provavelmente pra pegar propina. Eles sempre têm um lugar lá em cima, perto da mata que eles fazem reunião que vão só mesmo os bandidos ou aquelas pessoas que estão ligadas ao tráfico de droga.

Nos depoimentos os moradores falam da relação de Nem com a comunidade. Ele se portava como um bom “líder”, dando assistência social e até “ajudando velhinhas a atravessarem a rua”.

- Para ele é mais interessante como líder, como pai, como amigo, como mestre da comunidade. Ele ajuda velhinha atravessar a rua, com isso ele angaria a simpatia e a confiança das pessoas a quem ele supostamente protege.



Veja o vídeo abaixo:

Palavras-chaves: Nem - mestre da rocinha
Fonte: R7  |  Edição: Rogerio Silva

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