Obama pretende dar fim à guerra no Afeganistão em 3 anos

Publicada em 01 de Dezembro de 2009 às 21h43 Versão para impressão

Foto: Divulgação Barack Obama, presidente dos EUA Barack Obama, presidente dos EUA
O presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em discurso na nesta terça-feira que pretende dar fim ao conflito no Afeganistão em um prazo de três anos. As informações são da rede de TV CNN, que cita fontes do governo que falaram em condição de anonimato.

Também durante o pronunciamento que deve ocorrer às 20h (23h de Brasília) desta terça na Academia Militar de West Point, no Estado de Nova York Obama deve anunciar que enviará 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão em um prazo de seis meses.

Com o reforço, os soldados dos EUA no país devem passar de 100 mil. O principal objetivo das novas tropas será combater a ação da milícia radical Taleban e garantir a segurança da população em regiões consideradas mais instáveis, como o sul e o leste.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse na TV que, no discurso, Obama irá explicar "o envio acelerado" das tropas adicionais. "Vamos entrar rápido", disse Gibbs, acrescentando que a intenção dos EUA é transferir rapidamente o controle da segurança ao Afeganistão.

"Essa é nossa estratégia para o fim da intervenção", acrescentou o funcionário. "Não podemos ficar lá para sempre", afirmou.

Ontem, a Casa Branca informou que Obama já conversou com seus generais de primeiro escalão na noite de domingo (29) a respeito das suas decisões para o Afeganistão, e mandou que eles já as colocassem em prática.

Além dos 30 mil soldados extras que deve anunciar nesta terça-feira, Obama pediu a países da coalizão que enviem mais 5.000 homens.

Reino Unido

O ministro britânico de Assuntos Exteriores, David Miliband, destacou hoje que o esperado aumento de forças americanas no Afeganistão representa um momento "muito significativo" da estratégia aliada na região.

Em declarações à Rádio 4, da rede BBC, Miliband disse que a presença de mais militares faz parte da estratégia contra os insurgentes contra ambos os lados da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, que misturará elementos militares e políticos.

Os Estados Unidos e o Reino Unido reconhecem que não podem conseguir uma vitória unicamente através desses meios, acrescentou.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confirmou ontem que seu país deverá enviar em dezembro mais 500 soldados ao Afeganistão, o que elevará as forças do Reino Unido a mais de 10 mil homens.

Compromisso afegão

No discurso, Obama deve descrever também os compromissos do presidente afegão, Hamid Karzai, e metas específicas que seu governo deve almejar: combater a corrupção, destacar forças afegãs bem treinadas e focar no desenvolvimento do país, um dos mais pobres do mundo.

Karzai diz que os afegãos poderiam tomar o controle da segurança do país em cinco anos. No entanto, o país não apresenta resultados concretos contra problemas graves que impedem tal progresso como a corrupção.

Segundo o "NYT", o líder dos EUA deve ser bem menos específico sobre o Paquistão, onde militantes do Taleban comandam operações contra alvos americanos na área da fronteira.

"Não importa quantos soldados forem enviados, se o Paquistão não combater a insurgência, a missão fica comprometida", disse uma das fontes ao "NYT" sobre a estratégia. "No entanto, fazer muitas exigências públicas ao Paquistão pode ser um tiro pela culatra", acrescentou.





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Fonte: Folha Online  |  Edição:

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