Foto: André Pessoa
Niéde Guidon
A revista francesa Télérama, editada em Paris, traz em sua edição de abril, reportagem sobre o Parque Nacional Serra da Capivara, na região de São Raimundo Nonato (525 km de Teresina). A publicação internacional destaca a luta da pesquisadora Niéde Guidon para
proteger a reserva ambiental piauiense que é considerada um dos lugares mais importantes do mundo quando se trata de pinturas rupestres.
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brasileiros Ivan Padovani e André Pessoa, a matéria explica detalhadamente a importância do patrimônio cultural da reserva, das pesquisas científicas desenvolvidas na área e os diversos fatores que
representam uma ameaça a integridade dessa riqueza da humanidade.
Dentro desse contexto, a pesquisadora Niéde Guidon, com 78 anos, aparece como uma solitária defensora da
natureza local, lutando contra políticos e empreendimentos erroneamente planejados para a região, como os assentamentos de sem-terras na periferia da Serra da Capivara.
Imagem: André Pessoa
Crânio milenar de homem que viveu na Serra da Capivara
Para a publicação francesa, apesar de toda a beleza da região, ao invés de investir no turismo, o governo prefere insistir em culturas agrícolas como o caju que não tiram a maior parte da população da miséria.
Citando projetos de desenvolvimento eco-
sustentável como a fábrica de cerâmica Serra da Capivara, administrada pela empreendedora pernambucana Girleide Oliveira, ou as pesquisas científicas com ampla participação de arqueólogas brasileiras como Gisele Felice, a revista
mostra os caminhos que podem tirar a região do subdesenvolvimento que ameaça seu patrimônio cultural.
No entanto, o principal foco da publicação é mesmo as descobertas da equipe de Niéde Guidon, que modificaram as teorias de ocupação das Américas e toda a riqueza da arte rupestre preservada no interior do Parque Nacional Serra da Capivara.