PI recebe nova capacidade de banda larga em escala de Gigabits por segundo

Publicada em 21 de Setembro de 2011 às 13h08 Versão para impressão

O Piauí vai passar a operar ao nível de uma das redes acadêmicas mais avançadas do mundo. A notícia foi divulgada no salão nobre da Universidade Federal do Piauí (UFPI), durante solenidade de entrega da nova capacidade da Rede Ipê.

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A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), por meio do diretor de Serviços e Soluções, José Luiz Ribeiro Filho, entregou a reitoria da universidade a nova capacidade, que é uma infraestrutura de rede Internet voltada para a comunidade brasileira de ensino e pesquisa. Com mudança, a capacidade de rede que era de 34Mbps (Megabits por segundo) para 3Gbps (Gigabits por segundo).

José Luiz Filho informou que a nova capacidade já está disponível em todos os estados, por meio dos Pontos de Presença ou PoPs, que são os órgãos vinculados à RNP nos estados para operar esses sistemas de rede. No Piauí, o PoP fica localizado na Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPEPI) e é dela que o sistema de banda larga Internet e outros serviços passará a gerar a disponibilização da rede para instituições de ensino e pesquisa, como a UFPI, UESPI, IFPI e Embrapa.

A cerimônia de entrega contou com a presença do reitor da UFPI, Luiz Santos Júnior, da presidente da FAPEPI, Bárbara Melo, do reitor da UESPI, Carlos Alberto Pereira, da pró-reitora de Pesquisa e Inovação do IFPI, Profª Valdira Brito Vieira, o diretor da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), Tiago Serqueira, representando a Embrapa, o pesquisador Jansen Santos. Além de técnicos do PoP, e professores e técnicos de informática da UFPI.

"Já fizemos a cerimônia de entrega da Rede Ipê em 15 estados. Nesses, estamos operando com pelo menos 1GBps e conectado ao backbone que tem 3 a 10 GBps. Uma das vantagens da Rede Ipê é possibilitar uma maior colaboração tanto dentro da cidade, quanto com outros estados do Brasil. Hoje, um pesquisador consegue de um centro de pesquisa fazer seus experimentos com um pesquisador de outra universidade, de outro estado; então, a rede traz ganho e economia de tempo, de recursos financeiros e traz mais qualidade e eficiência nos projetos", destacou o diretor da RNP.

Um dos gargalos hoje que dificultam as instituições a aderirem à nova capacidade da rede são os custos elevados com a operadora de telefonia para as instalações dos equipamentos necessários para fazer a rede funcionar.

"Temos que encarar o desafio, persistir para quebrar essas barreiras. As instituições aqui no Piauí precisam de cooperação entre si para vencer esses desafios. As diferenças são grandes e a RNP quer que essas discrepâncias acabem. Por exemplo, a UFPI hoje paga R$ 5mil para operar 1MGps. No Rio de Janeiro, onde já evoluímos nesse campo, o valor é de apenas R$ 8,00 por 1MGps", destacou.



Fonte: Portal da Clube  |  Edição: Rogerio Silva

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