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Produtores pagam para manter estradas no Piauí

Publicada em 22 de Abril de 2011 às 08h49 Versão para impressão

carretas carregadas de soja atoladas na Serra carretas carregadas de soja atoladas na Serra
Ao longo dos cerca de 160 quilômetros do piçarral da PI-391, ligando Uruçuí à comunidade Nova Santa Rosa, você encontra três placas anunciando obras de restauração e melhorias na via. Informam que seriam gastos mais de R$ 1 milhão nos serviços ali. O que foi feito com o dinheiro é um mistério, porque a estrada se encontra em condições nada boas de trafegabi-lidade. Alterna trechos com enormes poças d´água, outros de buracos e longas passagens de areial que desafiam a perícia dos motoristas.

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A estrada em questão corta algumas das maiores fazendas de soja de Uruçuí e serve como única via de escoamento da produção da região. Nesta época do ano, com as chuvas caindo intensamente desde o final de 2010, a situação da via piora substancialmente. Em outras palavras, ela só ainda está inteira porque os produtores de grãos e seus fornecedores juntam esforços para recuperá-la. Uns entram com máquinas, outros com combustível, outros com dinheiro mesmo.

Este ano, dividiram-se em dois grupos, cada um responsável por uma parte da estrada. Gastaram em torno de R$ 30 mil por ano, cada grupo, para mantê-la trafegável e minimamente em condições de transportar a soja das fazendas até a PI-247, de onde segue para a unidade da Bunge em Uruçuí ou toma outro destino.

Distante dali cerca de 50 quilômetros, na paralela, está a Transcerrados, o maior símbolo da urgência com que os cerrados piauienses clamam por ajuda do poder público. Essa estrada entra Cerrado adentro se estendendo da PI-247, em Sebastião Leal, até a PI-254, que liga Monte Alegre a Santa Filomena, mais de 370 quilômetros de seu ponto inicial.



Palavras-chaves: produtores - estradas
Fonte: Diário do Povo  |  Edição: Rogerio Silva

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