carretas carregadas de soja atoladas na Serra
Ao longo dos cerca de 160 quilômetros do piçarral da PI-391, ligando Uruçuí à comunidade Nova Santa Rosa, você encontra três placas anunciando obras de restauração e melhorias na via. Informam que seriam gastos mais de R$ 1 milhão nos serviços ali. O que foi feito com o dinheiro é um mistério, porque a estrada se encontra em condições nada boas de trafegabi-lidade. Alterna trechos com enormes poças d´água, outros de buracos e longas passagens de areial que desafiam a perícia dos motoristas.
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A estrada em questão corta algumas das maiores fazendas de soja de Uruçuí e serve como única via de escoamento da produção da região. Nesta época do ano, com as chuvas caindo intensamente desde o final de 2010, a situação da via piora substancialmente. Em outras palavras, ela só ainda está inteira porque os produtores de grãos e seus fornecedores juntam esforços para recuperá-la. Uns entram com máquinas, outros com combustível, outros com dinheiro mesmo.
Este ano, dividiram-se em dois grupos, cada um responsável por uma parte da estrada. Gastaram em torno de R$ 30 mil por ano, cada grupo, para mantê-la trafegável e minimamente em condições de transportar a soja das fazendas até a PI-247, de onde segue para a unidade da Bunge em Uruçuí ou toma outro destino.
Distante dali cerca de 50 quilômetros, na paralela, está a Transcerrados, o maior símbolo da urgência com que os cerrados piauienses clamam por ajuda do poder público. Essa estrada entra Cerrado adentro se estendendo da PI-247, em Sebastião Leal, até a PI-254, que liga Monte Alegre a Santa Filomena, mais de 370 quilômetros de seu ponto inicial.