Publicada em 17 de Fevereiro de 2011 às 10h32 Versão para impressão
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que defendeu nos últimos dias o valor de R$ 545 estipulado pelo governo, disse que não haverá dificuldades para aprovar a proposta no Senado. Segundo ele, PT e PMDB, as duas maiores bancadas na Casa, já fecharam questão em torno do mínimo de R$ 545.
Somente PT e PMDB somam 35 senadores, quase metade das cadeiras da Casa. Os partidos de oposição no Senado - PSDB, DEM, PSOL e PPS - somam 18 parlamentares. O PDT, que é da base aliada, mas tem defendido um valor maior para o salário mínimo, tem quatro senadores. Neste cenário, seriam 22 senadores contrários ao projeto do governo. O governo poderia obter, então, 59 votos favoráveis. Além de PT e PMDB, o governo contaria também com os votos de PP, PR, PSB, PCdoB, PRB, PMN, PSC e PTB.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, disse que vai procurar o senador para articular uma proposta superior aos R$ 545 defendidos pelo governo. Paulinho e outros líderes sindicais pressionaram os deputados a votar um salário mínimo maior, mas foram derrotados. "Perdemos na Câmara, mas a batalha continua. Vamos procurar o senador Paim e articular uma proposta".
Caso os senadores aprovem alguma alteração no projeto, o texto pode voltar à Câmara. Se o projeto for aprovado integralmente pelos senadores, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
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